domingo, 9 de janeiro de 2011

Porque dás os melhores abraços do mundo.


Sorriste-me junto ao rio
Quando de febre eu morria
entre delirio palustres
e suores me consumia
eu ardia em fogo lento
quando me deste agasalho
passaste em mim um unguento
muito mais fresco do que orvalho

Redimiste-me nativa
as penas do meu degredo
mantiveste a minha alma viva
por ti voltei a ser lede
adorei deus em heresia
dei-lhe outra façe sagrada
e a nossa volta no chao
foi crescendo uma erva mestiçada

deste-me conchas do mar
e um sorriso na boca
dei-te os ferros da razão
dei-te o valor do metal
o castigo do perdão
e a gramática do mal
dei-te a dor no cruxifixo
dei-te a cinza do prazer
se não fosse eu era outra
e antes eu do que uma qualquer

dei-te a minha lingua mãe
na tarde desse vagar
o meu bem mais precioso
que eu tinha pra te dar

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Pessoas Equilibradas.

Por maior que seja o peso do estudo ou da profissão na nossa vida, cujo sucesso contribui, numa percentagem elevada, para o nosso equilíbrio, há outros desempenhos que também influem no nosso bem-estar e na nossa realização como pessoas equilibradas. É o caso da afectividade e da relação com os outros. Saber amar é importante. Saber ser amigo também. A facilidade com que nos damos aos outros com que recebemos o que têm para nos dar implica competências afectivas socias notáveis que nos dão a agradável sensação de que não estamos sós no mundo. Antes, de que vivemos irmãmente, em companhia, de modo solidário. Não vivemos, simplesmente. Ao viver, convivemos.

sábado, 1 de janeiro de 2011

amar seria pouco para as minhas mãos

Amar seria pouco para as minhas mãos, para o que elas conseguem fazer por ti.
Será sempre pouco.... e não existe significado nenhum para o que sinto... ou será mesmo esse o significado de amar?


Live in our heart

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A inutilidade do SOFRIMENTO!



Alguma vez parámos para pensar na facilidade com que sofremos? Ou, para dizê-lo de outra forma, quanta vida nos foge por sofrermos? Quanta energia desperdiçamos, de quantas ilusões e esperanças nos desfazemos,quantas ocasiões perdemos e quantas alegrias abafamos?....
Há,realmente, justificação para tanto sofrimento ?
A vida é tão difícil e a felicidade tão impossível ? Acreditamos deveras que o nosso destino é sofrer ??
TENHAMOS AS IDEIAS BEM CLARAS:
NÃO SOFRAMOS INUTILMENTE!
Criar Regras de ouro se forem necessárias:
- Acreditar em nós próprios.
- Tentar sentir-nos bem todos os dias.
- Ser conscientes de que a felicidade, está nas « nossas mãos ».
- Continuar a confiar em nós nos momentos difíceis, e converter as crises em novas oportunidade.
- « Distanciar-nos » para sermos objectivos e aprendermos a observar e agir de forma racional.
- Converter o dia, numa aprendizagem.
- Perante a irritação, autocontrolo :)
- Não insistir nos erros de sempre.
- Aprender a ser realista. Conhecer as nossas possibilidades e as nossas fraquezas.
- Premiar-nos de vez em quando ( repito de vez em quando ) e sempre que nos sintamos em baixo.
- Aceitar que não somos «Deuses» ( não podemos solucionar ou controlar tudo )
- Fomentar o sentido de humor.
- Assumir que estamos aqui para aprender a ser feliz, não para sofrer.

Que posso mais dizer : Carpe diem , aproveita o dia, porque o passado já era, e o futuro ainda não chegou!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

P.s:Amo-te


7/12/2010
De repente atinge em cheio no peito.
e para sempre ali vai morar.
Por mais que eu tente aceitar,não consigo,a saudade é demais.
A distancia existe, persiste o desejo, de te trazer de volta no mar.
Então finjo esquecer, mas o meu coração não consegue.
É tipo flecha que acerta uma só vez, e ninguém pode arrancar
Tento saber quanto de mim, ainda resta em ti,
Parece ilusão , só dizer.. que só uma vida não basta, porque ?
Pois esta minha vida assim sem ti, vale o que?
Só há um motivo para saber que este amor nunca mudou,é a ideia que ele vive e cresce cada vez mais livre.

20/12/2010
DEVOLVE-ME OS LAÇOS MEU AMOR|
Era eu a despir-te do que era pequeno, tu a puxares-me para um lado mais perto, onde se contam histórias que nos atam, ao silêncio dos lábios que nos matam.
Eras tu a saíres sem me tocares, e eu a rezar para que não saísses, quebramos como crianças.
Era eu a mostrar-te o meu lado mais puro, eras tu a dançar em pleno dia, e eu encostada como quem não vê, eras tu a falares para esconder a saudade, eu a esconder-me do que não se dizia.
É agora o meu coração a chamar, a gritar por ti, não sei se vai calar,parece-me a mim que não.
Uma alucinação devira que me enchia o coração,e que agora vejo perdida.
Querer mostrar-te que estar contigo é bem melhor
E só nós os dois, para nós os dois. Temos que reparar que quando éramos mais perto, estávamos mais e mais perto do que estamos agora. Tens o mundo nas tuas mãos fechadas,e esqueces que ás vezes, quando falha o chão ,o chão é sem rede e tens que abrir as mãos.
E agarras a minha mão com a tua mão,prendes-me e dizes-me para te salvar...
De que ? Se o que mata mais é não ver,não ter e não sentir o vento ardente que sopra no coração.
Não quero mais dar tempo ao tempo para fazer balanços de vida,quero que me balances tu, que me tragas num sonho teu, para não me perder ai, por outros cantos.Ajuda-me a dar vida á vida que tem os nossos corações.
Querer estar no teu canto.
Amo-te.

Um erro inocente ou pedaços de ternura


Olha, sim olha para esta mistura de tinta!
O que vês ? é uma pura ilusão o que vês ou o que pensas?
Pois bem , o que eu sinto é o que penso deste quadro,conjugado com o que vejo, mas nem ilusão de uma nem de outra coisa.
Será este quadro um pedaço de ternura ou um erro inocente?, e quando digo inocente refiro-me ao carácter das personagens que compõem o enredo.
A rapariga inocente com o inocente homem.
Aparentemente este quadro é interpretado como um momento de ternura , mas para mim é uma simples ilusão.
De um dos lados, o lado do homem, temos um sítio seguro, colorido...
Do lado da rapariga temos um precipício, como que uma ameaça
E o carácter do homem ? Uma verdadeira ameaça!
Aperta a rapariga e força-a.
Mas e as pernas da rapariga como estão ?
ajoelhadas, a rapariga ajoelha-se perante o homem.

E tudo isto, sendo um erro inocente!